Antes dos jogos online dominarem tudo, uma das experiências mais marcantes da vida gamer era jogar em tela dividida. Jovens reunidos na sala, cada um segurando seu controle, disputando corridas, batalhas ou partidas cooperativas. Era simples, caótico e extremamente divertido.
Clássicos como Mario Kart, Crash Team Racing, GoldenEye 007, Halo, Timesplitters, Bomberman e diversos jogos de luta foram feitos para unir pessoas no mesmo sofá. A energia era diferente: risadas, provocações, gritos de vitória e aquela disputa saudável que só existia ali.
No Brasil, a era da tela dividida marcou especialmente o PS1, PS2, Nintendo 64 e Xbox 360. Muitos lembram de conectar quatro controles no multitap, jogar futebol no PS2 com oito jogadores ou passar horas em campeonatos improvisados na casa dos amigos.
A verdade é que o avanço da tecnologia trouxe gráficos incríveis e partidas online gigantescas, mas também afastou um pouco aquele calor da experiência local. Hoje, a maioria dos gamers joga sozinho em sua casa, conversando por headset — ainda divertido, mas diferente.
A tela dividida nos lembra que os jogos sempre foram sobre pessoas, não apenas pixels. Sobre dividir momentos, competir lado a lado e transformar tardes comuns em memórias para a vida toda.
Talvez a tecnologia nunca traga essa sensação de volta da mesma forma, mas ela continua viva no coração de quem viveu essa época mágica dos games.
